Anvisa aprova primeira caneta emagrecedora fabricada no Brasil

Anvisa aprova Ozivy, primeira caneta de semaglutida sintética do Brasil (Foto: Reprodução)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Ozivy, primeira caneta de semaglutida sintética autorizada para comercialização no Brasil. O medicamento, desenvolvido pelo laboratório EMS, utiliza o mesmo princípio ativo do Ozempic e foi liberado para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2.

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A aprovação foi publicada nesta terça-feira (26) e marca um avanço importante na produção nacional de medicamentos da classe GLP-1, popularmente conhecida como “canetas emagrecedoras”. O Ozivy será indicado especialmente para pacientes que não conseguem atingir o controle glicêmico adequado apenas com dieta e prática de exercícios físicos.

De acordo com a Anvisa, o medicamento poderá ser utilizado de forma isolada, em casos de contraindicação à metformina, ou associado a outros tratamentos. A aplicação será feita por meio de caneta injetável de uso semanal.

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O pedido de registro foi protocolado em 2023 e passou pelo processo regulatório padrão da agência, que avaliou critérios de eficácia, segurança e qualidade. A análise ocorreu dentro da prioridade estabelecida pela Anvisa para medicamentos da classe GLP-1. Atualmente, outros seis produtos com semaglutida seguem em avaliação no país.

Embora utilize o mesmo princípio ativo do Ozempic, o Ozivy não é considerado um medicamento genérico. Isso porque a legislação brasileira não prevê a categoria de genéricos para medicamentos biológicos. O produto foi enquadrado como medicamento novo, já que se trata de uma versão sintética de um fármaco originalmente biológico.

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Entre as diferenças em relação ao medicamento de referência está a forma de conservação. O Ozivy deverá permanecer refrigerado entre 2°C e 8°C durante todo o período de uso. Já o Ozempic permite armazenamento em temperatura ambiente por um período limitado após o início da utilização.

A comercialização do novo medicamento ainda depende da definição do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Somente após essa etapa o laboratório poderá iniciar a venda nas farmácias brasileiras.

Apesar da aprovação pela Anvisa, o Ozivy ainda não estará disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). Para que isso aconteça, o medicamento precisará passar por análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e, posteriormente, receber autorização do Ministério da Saúde. O processo leva em consideração fatores como eficácia clínica, segurança e custo-benefício para a rede pública.

Prefeitura de Salto inicia projeto de proteção animal com atendimentos gratuitos

Prefeitura de Salto inicia projeto de proteção animal (Foto: Reprodução)

A Prefeitura da Estância Turística de Salto dará início a um novo projeto voltado à proteção e ao bem-estar animal no município. A iniciativa oferecerá atendimentos gratuitos para cães e gatos, incluindo consultas clínicas veterinárias, vermifugação e implantação de microchip, além da criação de um banco de dados para cadastramento dos animais, etapa que permitirá futuras ações de castração gratuita na cidade.

O projeto será executado com recursos destinados pelo deputado federal Bruno Lima, em um investimento estimado em R$ 1,9 milhão voltado exclusivamente à causa animal. Os recursos serão aplicados na realização de consultas veterinárias, fornecimento de vermífugos e microchipagem dos animais atendidos.

O projeto será viabilizado por meio de recurso destinado pelo deputado federal Bruno Lima (Foto: Reprodução)

Segundo a administração municipal, as ações serão realizadas por etapas e percorrerão diferentes regiões da cidade. As equipes permanecerão entre uma e duas semanas em cada bairro, sempre em horário comercial, para ampliar o alcance dos atendimentos.

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Nesta primeira fase, serão disponibilizados 60 atendimentos diários. O planejamento foi estruturado por regiões, levando em consideração o histórico de vacinação antirrábica do município e a estimativa da população animal em cada localidade.

Entre as regiões contempladas estão os bairros Santa Cruz, Rondon e Estação; Cecap, Santa Marta, Laguna e Imperial; Marília, Jardim Cidade e Jardim Eldorado; Nações, Planalto, Panorama e Nair Maria; Jardim Saltense, Vila Martins, Icaraí e Jardim União; Bom Retiro, São Judas e Eucaliptos; Donalísio, Porto Seguro e Independência; Bela Vista, Vila Progresso e Santo Antônio; Vila Teixeira, Jardim Maria José e Jardim Três Marias; Salto de São José, São Pedro e São Paulo, Guaraú e Madre Paulina, além da região Central e da zona rural do município.

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Os agendamentos terão início na próxima segunda-feira, 18 de maio de 2026, e poderão ser realizados de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, pelos seguintes canais:

  • Telefone: (11) 4840-8820;
  • WhatsApp: (11) 93288-7562;
  • Presencialmente no Departamento de Proteção Animal, localizado na Rua Floriano Peixoto, 1132, Vila Nova.

Neste primeiro momento, os atendimentos serão destinados aos moradores que possuam o Resumo do CadÚnico, emitido pelo CRAS. Após o agendamento, o atendimento será realizado mediante apresentação da guia emitida pelo Departamento de Proteção Animal.

A primeira região contemplada será o bairro Santa Cruz, onde os atendimentos terão início no dia 25 de maio.

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A Prefeitura informou ainda que esta é a primeira etapa de uma política pública permanente voltada à proteção animal no município. Após a fase inicial de identificação e cadastramento, a cidade também receberá ações de castração gratuita. O município já confirmou o recebimento de recursos para a execução das castrações, e os animais microchipados terão prioridade nas próximas etapas do programa.

Além dos atendimentos, a administração municipal anunciou a reforma do imóvel localizado na Rua Joaquim Nabuco, atual sede do CREAS, que será transformado na nova sede da equipe de Proteção Animal. O espaço contará com parceria do CEUNSP, envolvendo estudantes do curso de Medicina Veterinária em ações de apoio e atendimento à população.

Agora é lei: entra em vigor o Cadastro Nacional de Condenados por Violência contra a Mulher

Foto: Reprodução

O Brasil passa a contar oficialmente com um banco nacional de dados voltado ao enfrentamento da violência de gênero. Foi sancionada a Lei 15.409/2026, que cria o Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência contra a Mulher (CNVM).

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A nova legislação determina a integração de informações de pessoas condenadas com sentença definitiva por crimes de violência contra a mulher, reunindo dados compartilhados entre órgãos de segurança pública da União, dos estados e do Distrito Federal. A medida entra em vigor em 60 dias após a publicação no Diário Oficial da União (DOU).

O cadastro incluirá condenados por crimes como feminicídio, estupro, estupro de vulnerável, importunação sexual, assédio sexual, violência psicológica, perseguição contra a mulher, lesão corporal e divulgação não autorizada de conteúdo íntimo.

Entre as informações registradas estarão nome completo, documentos pessoais, filiação, fotografia, impressões digitais, endereço residencial e a identificação do crime praticado. O nome das vítimas permanecerá sob sigilo.

Segundo o governo federal, o objetivo é fortalecer a integração entre as forças de segurança, ampliar a efetividade das medidas protetivas e contribuir para políticas públicas de prevenção e combate à violência contra a mulher.

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O projeto que originou a nova lei, o PL 1.099/2024, foi aprovado pelo Senado Federal em abril deste ano. Relatora da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO) afirmou que a centralização das informações representa um avanço na execução penal e no acompanhamento de condenados.

A proposta é de autoria da deputada federal Silvye Alves (União-GO) e é considerada mais um instrumento no fortalecimento da rede de proteção às mulheres no país.

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Silvye Alves, Deputada Federal (Foto: Reprodução)

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