
O primeiro trecho da Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo entrou em operação na última sexta-feira (3), com a abertura de seis das 15 estações previstas no projeto. A operação ocorre de forma assistida, com funcionamento gratuito e horário reduzido, enquanto as obras da linha seguem em andamento.
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Nesta fase inicial, estão em funcionamento as estações João Paulo I, Freguesia do Ó, Santa Marina, Água Branca, Sesc-Pompeia e Perdizes. O atendimento ao público acontece de segunda a sexta-feira, das 10h às 15h, com dois trens circulando em sistema de ida e volta, velocidade aproximada de 30 km/h e tempo estimado de viagem de cerca de 20 minutos.
Um dos principais desafios nesta etapa é a ausência da conexão subterrânea com a Linha 7-Rubi, da TIC Trens. Para realizar a transferência, os passageiros precisam deixar a estação Água Branca da Linha 6, atravessar a rua e acessar a estação da Linha 7. A integração física definitiva permanece em construção e deverá ser concluída junto com o restante do empreendimento.
Segundo o Governo do Estado, a previsão é que as 15 estações da Linha 6-Laranja sejam entregues até o fim de 2027. Quando totalmente concluída, a linha ligará a Brasilândia, na Zona Norte da capital, à estação São Joaquim, na região central, reduzindo o tempo de deslocamento de cerca de 1h30 para aproximadamente 23 minutos.

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Estação mais profunda da América Latina
A entrada em operação do primeiro trecho também colocou a estação Água Branca como a mais profunda em funcionamento na América Latina. Com 47,8 metros de profundidade, o equivalente a um edifício de aproximadamente 15 andares, ela supera a estação Santa Cruz, das linhas 1-Azul e 5-Lilás.
De acordo com o Governo de São Paulo, a profundidade das estações é consequência das características do subsolo e do traçado da Linha 6-Laranja, que passa sob o Rio Tietê e cruza abaixo da Linha 4-Amarela. Quando todas as estações forem entregues, outras cinco também estarão entre as mais profundas do sistema metroviário paulista.
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A Linha 6-Laranja é resultado de uma Parceria Público-Privada (PPP) entre o Governo do Estado e a concessionária Linha Uni, formada pelas empresas Acciona, Stoa e Société Générale. Com investimento estimado em R$ 19 bilhões, o projeto é considerado uma das maiores obras de mobilidade urbana em execução no Brasil e deverá beneficiar cerca de 630 mil passageiros por dia quando estiver em plena operação.