
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Uber formalizaram, nesta quarta-feira (27), um Termo de Cooperação voltado ao atendimento de mulheres em situação de vulnerabilidade em decorrência de casos de violência doméstica e de gênero. A iniciativa prevê a oferta de transporte por aplicativo, por meio de vouchers, para auxiliar vítimas durante o percurso da chamada “rota crítica” de atendimento.
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Com a parceria, mulheres atendidas poderão ser transportadas gratuitamente entre serviços essenciais da rede de proteção, como Delegacias de Defesa da Mulher, hospitais, institutos médicos legais e unidades de acolhimento.
Segundo o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, a dificuldade de deslocamento é um dos fatores que contribuem para a desistência de denúncias e do rompimento do ciclo de violência.
“É nesse momento que muitas acabam desistindo”, afirmou o PGJ durante a assinatura do acordo. “A parceria de hoje transforma a sociedade em aliada. Trata-se de uma colaboração concreta: oferecer à mulher a chance de um novo recomeço”, acrescentou.
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A gerente de Políticas Públicas da Uber no Brasil, Analu Cordeiro, destacou que a mobilidade também pode desempenhar papel importante na proteção das vítimas.
“A violência contra a mulher continua sendo uma realidade. Mobilidade também pode ser uma ferramenta de proteção”, declarou.
A medida busca ampliar o acesso das mulheres aos serviços de atendimento e acolhimento, reduzindo barreiras logísticas em momentos considerados decisivos para garantir proteção e suporte às vítimas. A iniciativa também reforça a atuação integrada entre instituições públicas e setor privado no enfrentamento à violência de gênero.
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Dados recentes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que os casos de violência doméstica e feminicídio seguem em alta no país, cenário que tem impulsionado ações voltadas à proteção e assistência às mulheres em situação de risco.