
Uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) identificou indícios de irregularidades na utilização de recursos provenientes das chamadas “emendas Pix” destinadas a municípios do estado.
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O levantamento analisou 66 repasses realizados entre 2023 e 2025 a prefeituras e entidades, com foco na aplicação dos valores enviados por deputados estaduais e vereadores. Segundo o órgão, grande parte dos recursos foi utilizada sem a formalização de plano de trabalho, o que compromete a transparência e dificulta o rastreamento do dinheiro público.
Entre os principais problemas apontados estão a execução de obras e serviços sem planejamento adequado, falhas na prestação de contas e ausência de documentação que comprove a correta aplicação dos recursos. A auditoria também identificou indícios de superfaturamento em contratos e repasses destinados a entidades ligadas a parentes de parlamentares, o que pode configurar conflito de interesses.
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De acordo com o TCESP, o modelo das emendas Pix — caracterizado pela transferência direta de recursos, sem a exigência de convênios formais — aumenta os riscos de falhas no controle e na fiscalização. O tribunal destacou ainda a fragilidade dos mecanismos de controle interno em parte das administrações municipais analisadas.
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Diante dos achados, o órgão notificou os responsáveis e reforçou a necessidade de adoção de medidas que garantam maior transparência, planejamento e controle na aplicação dos recursos públicos. As irregularidades apontadas podem resultar em sanções administrativas e na rejeição das contas dos gestores envolvidos.