Dia Internacional da Igualdade Feminina reforça desafios para participação e direitos das mulheres

06 de agosto: Dia Internacional da Igualdade Feminina (Foto: Reprodução)

Data lembrada em 26 de agosto destaca avanços históricos e desigualdades que ainda permanecem no Brasil

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O Dia Internacional da Igualdade Feminina, lembrado em 26 de agosto, representa um momento de reflexão sobre a trajetória das mulheres na conquista de direitos civis, participação política e igualdade de oportunidades.

A data, celebrada inicialmente nos Estados Unidos, está relacionada à luta pelo sufrágio feminino e à busca por maior representatividade das mulheres na sociedade. No Brasil, a conquista do direito ao voto, em 1932, foi um dos marcos importantes dessa trajetória.

Mais de nove décadas depois, as mulheres continuam sendo maioria entre os eleitores brasileiros. Para as Eleições Gerais de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contabilizou 158.745.463 pessoas aptas a votar, sendo 83.877.126 mulheres, o equivalente a 52,84% do eleitorado nacional.

Apesar da maioria entre os eleitores, a presença feminina nos espaços de decisão ainda é menor. O próprio TSE tem desenvolvido ações para ampliar a participação política de mulheres e combater a sub-representação histórica.

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Participação feminina nas Eleições 2026

O cenário deste ano também mostra que a discussão sobre igualdade permanece atual. Dados divulgados pelo TSE em agosto apontam que, entre 20.560 candidaturas consideradas para as Eleições Gerais de 2026, 7.165 são de mulheres, correspondendo a 34,85% do total. Os homens representam 65,15% das candidaturas.

O percentual mostra que, embora as mulheres sejam maioria do eleitorado, elas ainda representam pouco mais de um terço das candidaturas registradas no pleito.

Para o TSE, ampliar a presença feminina na política é uma forma de enfrentar a sub-representação histórica e fortalecer a diversidade na democracia. O Tribunal também promoveu, ao longo de 2026, iniciativas de formação e incentivo à participação de mulheres nas eleições.

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Uma pauta que vai além da política

A igualdade entre mulheres e homens também envolve acesso ao mercado de trabalho, remuneração, autonomia econômica, educação e combate à discriminação.

A Lei nº 14.611/2023, por exemplo, estabeleceu medidas para promover a igualdade salarial entre mulheres e homens que exercem trabalho de igual valor ou a mesma função, além de mecanismos de transparência e fiscalização.

O 26 de agosto, portanto, vai além de uma data comemorativa. É uma oportunidade para reconhecer conquistas históricas e lembrar que a igualdade de direitos e oportunidades continua sendo um desafio presente.