Ribeirão Preto ainda contabiliza os estragos deixados pelo forte temporal que atingiu a cidade

Temporal deixa rastro de destruição em Ribeirão Preto (Foto: Reprodução)

Três dias após a tempestade, escolas e unidades de saúde permanecem fechadas, enquanto equipes trabalham na recuperação da infraestrutura e no restabelecimento da energia elétrica

Ribeirão Preto ainda enfrenta, nesta segunda-feira (27), os impactos do forte temporal que atingiu a cidade e outros municípios da região na última sexta-feira (24). Três dias após a tempestade, 14 escolas permanecem fechadas e quatro unidades de saúde estão com as atividades suspensas. O balanço divulgado nesta segunda-feira também aponta 1.806 pessoas desalojadas e 12 desabrigadas.

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A tempestade provocou uma morte, além de quedas de árvores, danos à rede elétrica, destelhamentos e prejuízos à infraestrutura urbana. Desde então, diferentes órgãos públicos e equipes de emergência permanecem mobilizados para restabelecer os serviços essenciais e prestar assistência à população.

A rede de energia foi uma das estruturas mais afetadas. Segundo a CPFL Paulista, o temporal danificou ou derrubou 34 torres de linhas de transmissão de 138 kV, comprometendo o funcionamento de subestações. A concessionária mobilizou equipes de outras regiões para auxiliar na reconstrução das estruturas e na retomada do fornecimento.

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Força-tarefa atua na recuperação

Um gabinete de crise reúne Prefeitura, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil estadual e municipal, além de outros órgãos envolvidos nas ações de resposta.

Os trabalhos estão concentrados na recuperação da infraestrutura, restabelecimento dos serviços essenciais, abastecimento de água e assistência às famílias atingidas.

De acordo com o balanço divulgado após o temporal, milhares de itens de ajuda humanitária foram destinados à população, incluindo cestas básicas, colchões, cobertores, kits de higiene e limpeza, água potável, roupas, calçados e lonas. Telhas também foram encaminhadas para auxiliar famílias que tiveram imóveis danificados.

Estado acompanha situação

O governador Tarcísio de Freitas esteve em Ribeirão Preto no domingo (26) para acompanhar os impactos da tempestade e as ações de recuperação. Durante a visita, destacou os prejuízos provocados pelo fenômeno, inclusive em áreas como educação e agronegócio, e abordou o apoio estadual aos municípios atingidos.

O governador também ressaltou a dificuldade de antecipar a intensidade das rajadas de vento. Embora houvesse previsão de chuva e alerta meteorológico, os modelos indicavam ventos significativamente menos intensos do que os registrados durante a tempestade.

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Frente fria favoreceu formação de tempestades severas

A passagem de uma frente fria pelo Sudeste, associada à atmosfera quente que predominava no interior paulista, criou condições favoráveis à ocorrência de tempestades severas.

A análise meteorológica aponta que o encontro entre massas de ar com características distintas favoreceu o desenvolvimento de nuvens de tempestade e rajadas intensas.

Segundo análise da Climatempo, a hipótese mais provável é de ocorrência de uma sequência de microexplosões, fenômeno capaz de produzir ventos superiores a 100 km/h. Uma estação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) localizada em Pradópolis, na região de Ribeirão Preto, registrou rajada de 121,7 km/h durante o evento.

A CPFL também classificou o episódio como um forte temporal, com descargas atmosféricas e rajadas superiores a 120 km/h na região. Mais de 200 árvores caíram somente em Ribeirão Preto, segundo informações divulgadas pela concessionária.

As equipes permanecem mobilizadas para reparar os danos e normalizar os serviços afetados pela tempestade.