Estado produz 10,6 milhões de toneladas de laranja por ano e exporta US$ 2 bilhões
O estado de São Paulo se destaca como o maior produtor de laranja do Brasil, responsável por 78% da produção nacional, com 262 milhões de caixas de 40,8 kg em 2023, o que equivale a mais de 10,6 milhões de toneladas. Esse volume expressivo coloca o estado em posição de liderança no cenário mundial, com exportações que alcançam US$ 2 bilhões anualmente, em um mercado global de US$ 15 bilhões.
A citricultura paulista, além de impulsionar a economia do estado, gerando R$10,7 bilhões em 2022, segundo o IBGE, desempenha um papel crucial na proteção ambiental. De acordo com pesquisa da Embrapa e do Fundecitrus, as plantações de laranja sequestram até 36 milhões de toneladas de carbono, contribuindo para a redução do efeito estufa.
“O Governo de São Paulo está bastante otimista com o futuro da citricultura em nosso estado”, afirma o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai. “Em 2023, o governador reuniu esforços e criamos o Comitê Estadual de Combate ao Greening junto ao setor produtivo e às instituições de pesquisa paulistas. A Defesa Agropecuária paulista (CDA) atua para impedir o comércio irregular de mudas, combatendo os danos econômicos às plantações e pomares. Os resultados vêm sendo favoráveis. A pressão do greening no cinturão citrícola do estado de São Paulo em 2023 foi 54% menor neste ano em comparação a 2023, conforme divulgou o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus)”, acrescenta.
Além disso, a citricultura paulista se destaca também pela geração de empregos. O setor emprega mais de 200 mil pessoas no estado, com cerca de 50 mil colhedores contratados anualmente. A colheita manual, característica da produção de laranja, garante a criação de postos de trabalho e contribui para a sustentabilidade econômica das comunidades envolvidas. Dados da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR) indicam que a safra 2023/24 gerou 45.112 vagas de emprego no estado, um aumento de 10% em relação à safra anterior.
“O Brasil é o maior produtor mundial de laranja, e é um orgulho para Mogi Guaçu estar entre as principais cidades produtoras”, declara Rodrigo Falsetti, prefeito do terceiro maior município produtor de laranja do estado, atrás apenas de Casa Branca e Botucatu. “Eu sempre digo que acredito no potencial de nossa cidade, pois somos privilegiados em termos de uma agricultura forte, assim como uma indústria consolidada. Vamos continuar trabalhando para que Mogi Guaçu siga sendo uma cidade de oportunidades e de desenvolvimento”.
Diversos fatores contribuem para o sucesso da citricultura paulista. As condições climáticas favoráveis garantem a produção de laranjas com alto teor de suco, um diferencial competitivo importante no mercado internacional. Assim como a infraestrutura do estado para processamento e distribuição de suco de laranja em larga escala consolida a posição de São Paulo como principal fornecedor da bebida no Brasil e no mundo.
O apoio governamental, iniciado na década de 1920 com investimentos em pesquisa e extensão rural, e a disponibilidade de terras para o cultivo também são fatores importantes para o desenvolvimento do setor. A área cultivada em São Paulo, hoje, é de aproximadamente 400 mil hectares.
A modernização da citricultura, com a adoção de novas variedades de laranja e técnicas de cultivo mais eficientes, permite que o setor se adapte aos desafios impostos pelas mudanças climáticas e por doenças como o greening.
O Governo de São Paulo mantém uma série de iniciativas para apoiar a citricultura, como o Projeto Citrus SP Sustentável, em parceria com o Fundecitrus, que visa fortalecer o setor por meio de práticas mais sustentáveis e oferecer suporte técnico aos produtores. O Grupo Técnico de Citricultura da Cati, a Câmara Setorial dos Citros e o Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap) também atuam para promover o desenvolvimento da citricultura no estado.
As ações de combate ao greening, como o Comitê de Combate ao Greening, criado pelo governador Tarcísio de Freitas, e as pesquisas do Instituto Biológico (IB-Apta) para o controle do psilídeo, inseto transmissor da doença, demonstram o compromisso do governo estadual com a sustentabilidade da citricultura paulista.