Sob coordenação do governo Ratinho Junior, detentos do programa Mãos Amigas atuam na limpeza e recuperação de escolas destruídas em Rio Bonito do Iguaçu, município que teve 90% do território urbano devastado.
Presos do sistema penitenciário do Paraná trabalham na reconstrução da cidade de Rio Bonito do Iguaçu (Foto: Governo do Paraná/Sesp)
O Governo do Paraná iniciou, nesta segunda-feira (10), uma força-tarefa que une reconstrução e reinserção social em Rio Bonito do Iguaçu, cidade do centro-sul do estado duramente atingida por um tornado no último fim de semana. A tragédia deixou seis mortos, mais de 700 feridos e devastou cerca de 90% da área urbana do município.
Para acelerar os trabalhos, o governador Ratinho Junior (PSD) autorizou o uso de mão de obra carcerária na recuperação de escolas e prédios públicos danificados. O primeiro grupo, formado por 14 presos do programa Mãos Amigas, iniciou a limpeza e a remoção de entulhos no Colégio Estadual Ludovica Safraider — a escola mais afetada pela passagem do tornado. A equipe é acompanhada por monitores da Polícia Penal.
O projeto é uma parceria entre a Secretaria de Estado da Educação, por meio do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), e a Secretaria da Segurança Pública (Sesp). A expectativa é que, já nesta terça-feira (11), outros 16 detentos da regional de Cascavel se juntem ao mutirão, totalizando 30 trabalhadores em regime semiaberto.
“Queremos ser rápidos nessa etapa para que as crianças e adolescentes voltem o quanto antes às aulas”, afirmou Ratinho Junior.
Governador do estado do Paraná, Ratinho Júnior (Foto: Reprodução)
Reinserção e redução de pena
Criado pelo governo estadual, o Mãos Amigas promove a reintegração social de pessoas privadas de liberdade por meio de serviços de manutenção, conservação e reparos em escolas públicas. Além de oferecer qualificação e senso de pertencimento social, o programa também contribui para a redução de pena — a cada três dias de trabalho, o preso ganha um dia de remição.
De acordo com o governo, o Paraná é pioneiro no uso do trabalho prisional na manutenção de colégios estaduais. Somente em 2025, 427 unidades já foram atendidas, somando mais de 2 mil serviços realizados.
“Essa ação reforça o espírito de solidariedade e mostra que o sistema prisional pode devolver à sociedade pessoas mais preparadas e comprometidas”, destacou o secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira.
Recursos emergenciais e obras
Além da mobilização de detentos, o governo liberou recursos imediatos para auxiliar na reconstrução. O Colégio Estadual Ireno Alves dos Santos recebeu R$ 50 mil, enquanto o Colégio Estadual Ludovica Safraider foi contemplado com R$ 25 mil, ambos por meio do Fundo Rotativo — mecanismo que permite às escolas executarem obras e reparos emergenciais de forma ágil.
Engenheiros do Fundepar e técnicos do Núcleo Regional de Educação de Laranjeiras do Sul já realizam levantamentos para definir o cronograma das obras. A reconstrução completa das escolas deve começar assim que as áreas forem totalmente limpas e avaliadas.