
Os motoristas que utilizam as rodovias paulistas administradas pela Ecovias Imigrantes vão pagar mais caro a partir de 1º de julho. A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) homologou um reajuste de 4,91% nas tarifas do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), elevando o valor do pedágio de R$ 38,70 para R$ 40,60.
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Com o aumento, as rodovias Anchieta (SP-150) e Imigrantes (SP-160) permanecem com as tarifas de pedágio mais altas do Brasil. A atualização dos valores foi publicada no Diário Oficial do Estado e faz parte do reajuste anual previsto nos contratos de concessão das rodovias estaduais.
Além do Sistema Anchieta-Imigrantes, outras praças administradas pela concessionária também terão novos valores. Na Rodovia Cônego Domênico Rangoni, em Santos, a tarifa passará de R$ 18,30 para R$ 19,20. Já na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, em São Vicente, o valor será reajustado de R$ 10,90 para R$ 11,40.
Novo modelo de cobrança
A partir da mesma data, o Sistema Anchieta-Imigrantes começará a operar com o sistema de cobrança eletrônica conhecido como free flow. O modelo substituirá as atuais praças físicas de pedágio por pórticos equipados com sensores e câmeras capazes de identificar os veículos em movimento, sem necessidade de parada.
Com a mudança, a cobrança deixará de ocorrer apenas na descida da serra e passará a ser dividida entre os dois sentidos. A tarifa de referência será de R$ 20,30 para quem segue em direção ao litoral e outros R$ 20,30 para quem retorna à capital paulista.
Segundo a Artesp, a alteração busca modernizar o sistema, reduzir filas e melhorar a fluidez do trânsito em um dos principais corredores rodoviários do estado.
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Pedágio mais caro do Brasil
Mesmo com a implantação do free flow, a tarifa cheia do Sistema Anchieta-Imigrantes continuará figurando entre as mais elevadas do país. O valor de R$ 40,60 supera o de outras importantes concessões rodoviárias brasileiras, como os pedágios da BR-364, em Rondônia, e da Rodovia dos Lagos, no Rio de Janeiro.
Os motociclistas continuarão isentos da cobrança nos dois sentidos da via, conforme regra já adotada atualmente.
A expectativa é que a implantação do novo sistema represente uma mudança significativa na forma de cobrança dos usuários, marcando o início de uma nova etapa na operação das rodovias paulistas concedidas à iniciativa privada.