
O Governo do Estado de São Paulo inaugurou nesta terça-feira (13) o novo prédio da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Mogi das Cruzes, na Região Metropolitana de São Paulo. A nova unidade foi estruturada para ampliar o acolhimento humanizado e qualificar o atendimento às mulheres vítimas de violência, beneficiando uma população estimada em cerca de 450 mil habitantes.
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A entrega faz parte da política estadual de fortalecimento da rede de proteção às mulheres. Durante a cerimônia, o secretário executivo da Secretaria da Segurança Pública, coronel Paulo Maculevicius, destacou a prioridade dada ao tema pela atual gestão. “É um momento de reconhecimento ao trabalho de todos que atuam na proteção da mulher. Essa é uma prioridade desde o início do governo e a inauguração desta unidade representa um avanço importante tanto para as vítimas quanto para os profissionais que atuam no local”, afirmou.
Estrutura e investimentos
O novo imóvel foi adaptado para atender às necessidades específicas da delegacia especializada. A unidade conta com salas de plantão, setores de investigação, cinco cartórios, duas celas individuais e oito banheiros, sendo dois com acessibilidade para pessoas com deficiência. O prédio é alugado pela Prefeitura de Mogi das Cruzes, com custo mensal de R$ 15 mil.
Para a secretária estadual de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni, a entrega reforça a atuação integrada do poder público. “A Secretaria de Políticas para a Mulher atua de forma transversal, com organização intersetorial e apoio de outras pastas. A parceria com a Secretaria da Segurança Pública é essencial para o desenvolvimento de políticas públicas eficazes voltadas às mulheres”, ressaltou.
A coordenadora das Delegacias de Defesa da Mulher no estado, delegada Cristiane Braga, também destacou o impacto social da iniciativa. “A soma do viés humano, técnico, estrutural e de especialização reflete diretamente na qualidade do serviço prestado. Cada mulher que procura uma DDM representa uma vida protegida e uma família que pode ser reconstruída”, afirmou.
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Ampliação da rede de atendimento
A inauguração em Mogi das Cruzes ocorre menos de um mês após a reinauguração da DDM de Caraguatatuba, no litoral norte paulista, realizada em dezembro. Na ocasião, o governo estadual investiu R$ 2,7 milhões na reforma e ampliação da unidade, reforçando a política de modernização das delegacias especializadas.
Atualmente, São Paulo conta com 142 Delegacias de Defesa da Mulher, além de 170 salas DDM instaladas em plantões policiais. O estado também possui unidades da Cabine Lilás em dez Centros de Operações da Polícia Militar (Copom) e Salas Lilás para a realização de exames de corpo de delito, com outras 11 em fase de implantação.
Tecnologia e ações integradas
O enfrentamento à violência de gênero é tratado como prioridade pelo governo paulista. Desde 2023, policiais civis, militares e profissionais da Polícia Técnico-Científica participam de capacitações específicas para aprimorar o atendimento às vítimas.
Entre as iniciativas, destaca-se o aplicativo SP Mulher Segura, lançado em março de 2024. Até dezembro do ano passado, a ferramenta registrou 6,9 mil acionamentos do botão do pânico, que envia alertas em tempo real às equipes policiais mais próximas. O aplicativo possui atualmente 42,7 mil usuárias ativas e já permitiu o registro remoto de 1,6 mil boletins de ocorrência relacionados à violência doméstica ou ao descumprimento de medidas protetivas.
O estado também adotou o monitoramento eletrônico de agressores. Desde setembro de 2023, homens liberados em audiência de custódia em casos de violência contra a mulher passaram a ser acompanhados por tornozeleiras eletrônicas. Atualmente, 188 agressores são monitorados pelo sistema.
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SP Por Todas
As ações integram o movimento SP Por Todas, iniciativa do Governo de São Paulo que reúne políticas públicas voltadas à segurança, autonomia financeira, saúde e bem-estar das mulheres. O programa centraliza serviços e informações em um portal digital, promovendo protagonismo, independência e proteção às mulheres em todo o estado.
Com a ampliação da rede de atendimento, São Paulo mantém hoje a maior estrutura de acolhimento e proteção a mulheres em situação de violência no país.