O PRAZER DE VIVER NA SUA CIDADE

O Instituto Mongeral-Aegon tem divulgado que a pessoa na terceira idade gostaria de viver na cidade onde nasceu. E como essa população vai suplantar todas as demais (crianças e adolescentes) nos próximos anos, é preciso levar em conta a máxima de Ledo Ivo, segundo o qual “a cidade precisa ter o tamanho do homem”, ou seja tem que ser à semelhança do figurino do homem (leia-se pessoa humana).

Nem todos os municípios brasileiros têm zelo pelo Plano Diretor. Muitos não têm e a maioria não revisou. Existem cidades sem a mínima condição de vida plena não só para a terceira idade, mas, para todos, por descuido, por falta de apoio, por ignorância dos seus gestores e , principalmente por não atender as exigências da modernidade.

Recentemente ao participar do 6º Congresso de Secretários de Fazenda, em Ribeirão Preto, à convite do organizador Francisco Sérgio Nalini, o ministro do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes elencou algumas urgências para “a entrega de um bom produto à população”. Visão de Futuro, Lei de Governança e Gerenciamento de Risco. E nos entristeceu, ao mostrar um estudo inédito elaborado pelo TCU sobre a governança nos municípios. O Estado de São Paulo deixa muito a desejar.

Por isso a aprovação das Reformas é também um compromisso dos municípios e de seus gestores, responsáveis pela eleição dos que estão em Brasilia. O esforço conjunto das três esferas de Poder previne consequências que afetam os Estados, a União, mas principalmente o município, terreno onde se assenta o Edificio da Federação.

A dificuldade de se montar uma governança com controle interno e externo leva o município à consequências desastrosas ,e que jamais será do tamanho do homem. Uma cidade mal planejada e sem investimentos corretos produz efeitos sociais de difícil solução: desemprego, má qualidade de vida, entre tantos outros problemas.

A revista América Economia criou o Pocket Conference, com o objetivo de trazer à inteligência de empresários, executivos, municipalistas e gestores públicos. Na estreia, para satisfação dos convidados, Gesner Oliveira presenteou a todos com informações e análise sobre o momento econômico, que afeta inegavelmente os municípios. Frisou que sem reformas, o País não tem saída.

Para se criar um modelo integrado de desenvolvimento auto-sustentado é preciso pensar – como diz Gesner- em parcerias público privadas e ao mesmo tempo levar à risca as sugestões de urbanistas para dotar a cidade de um plano diretor conforme a modernidade exige.

Evitar que os adolescentes procurem outros lugares para se viver e garantir que a terceira idade não se arrependa de ficar no lugar onde enterrou sem umbigo, gestores devem abandonar a zona de conforto para criar “Visão de Nação Municipalista”.

Quando se escolhe a cidade do nascedouro é porque as pessoas não são meras referências estatísticas, mas têm nome e estão ligadas umas às outras por laços de amizade e de família.

De nossa parte, continuaremos a frequentar o “Pocket Conference” da América Economia; os eventos como o Seminário de Gestão Pública Fazendária ou o Ciclo de Debates, cursos e seminários quando o municipalismo for o prato principal e, por dever de consciência, transmitir os ensinamentos a todos os gestores municipais.

Agindo por essa orientação, pode-se conduzir, por aí, a custo infinitamente mais baixos, a evolução da sociedade brasileira. E não no luxo ostentatório de alguns bolsões de riqueza dos grandes centros.

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