Artigo – QUEM LEVOU A FACADA?

*Sebastião Misiara

Na viagem pela vida, o caminhar sobe lentamente no decorrer dos anos e são muitos os que se atolam nos lamaçais, os que caem nos precipícios, ou se deitam na relva à beira do regato durante a jornada.

Entre esses, encontram-se aqueles para quem a existência tem como finalidade apenas o SERVIR. Encontram-se aqueles que têm o ideal do poeta, o ideal do sábio e do religioso, o ideal daqueles que se sacrificam para ajudar os outros, cujos esforços tendem para a verdade.

Assim, vejo Geraldo Alckmin, com todas essas virtudes que só os cegos não enxergam só os desejos obscuros não percebem. Os que “enxergam”, ouvirão vozes que falarão das grandes epopeias, lutas, grandes feitos de coragem, de força de vontade, de tenacidade e espirito de luta.

Falarão, também, essas mesmas vozes, das lágrimas silenciosas, de sofrimentos não esquecidos, de horas tristes e monótonas, de um homem que se dedicou a todos, mesmo depois da perda do seu filho, encontrando a Paz no sorriso dos que precisam.

Geraldo Alckmin é herdeiro de todos os conhecimentos acumulados no passado. De seu pai, que lhe ensinou uma vida simples e honrada. De Mário Covas que lhe ensinou o respeito pela coisa pública.

O Brasil perde a oportunidade de tê-lo para unir a Nação. Sei que, na grandeza de suas ações, Geraldo Alckmin torcerá para que o escolhido faça o povo voltar a sonhar ao expulsar o que corroeram os cofres públicos.

Inúmeras vezes traído, com mais vigor, nessa eleição. Políticos que se serviram do poder, tentando mais uma vez derrubá-lo. Os ditos intelectuais do seu partido nunca aceitaram o homem simples que chegou para servir sua gente.

Às facadas que vieram ao longo da campanha, ele não deu o prazer do gemido. Continuou sua caminhada, sempre com sua esposa ao lado. O desconforto da dor, não o abalou, serviu para a exaltação de si mesmo, reforçando o alicerce de sua personalidade.

Perdeu o povo brasileiro. O paulista deixou de reconhecer o homem que colocou o Estado nos trilhos e caminhou apesar da crise, porque, com medo, tirou seus votos, para derrubar, na tentativa da antecipação, o símbolo da corrupção.

Geraldo Alckmin, como todos os que lutaram por uma grande verdade ou por uma grande doutrina, teve que lutar ainda contra a calúnia e a traição.

Sócrates, com a idade de 72 anos, foi condenado em Atenas a beber cicuta, porque sua doutrina era contrária ao espírito do partido do seu século. Galileu, denunciado pelas idéias que professava sobre o movimento da terra, foi hostilizado. Kepler foi marcado com o estigma da heresia. Newton foi acusado de destronizar a divindade, com a descoberta da lei da gravitação.

Quase todos os grandes inventos, as grandes descobertas no qual aprendemos a conhecer melhor o céu, a terra e nós mesmos, foram feitos pela energia, pela coragem, pelo sacrifício, pela abnegação dos grandes homens, os quais, apesar das oposições e dos ultrajes dos seus contemporâneos, não desanimaram na conquista dos seus ideais.

Sebastião Misiara
Presidente da UVESP

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